Mulher é encontrada morta dentro de casa no Recanto das Emas
17/02/2026
(Foto: Reprodução) Ane Caroline Alves Loseiro Lopes, de 23 anos, foi encontrada morta no Recanto das Emas.
TV Globo/Reprodução
Uma mulher, de 23 anos, foi encontrada morta no Recanto das Emas na madrugada de segunda-feira (16). A vítima foi identificada como Ane Caroline Alves Loseiro Lopes.
A mulher foi encontrada dentro da casa que morava com o companheiro Max Luan Vargas Silva, de 33 anos. Segundo a família da vítima, Ane e Max estavam juntos há cerca de um ano e meio.
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O companheiro da mulher prestou depoimento e foi liberado. De acordo com a polícia, não há elementos para a prisão dele.
Homem ligou para mãe da vítima
Parentes afirmaram que, por volta das 9h da manhã desta terça-feira (17), Max Silva ligou para a mãe de Ane Lopes, por chamada de vídeo, afirmando que a mulher estava desacordada no chão.
A mãe dela pediu que dois familiares que moram em Ceilândia fossem até a casa. No local, eles encontram Ana morta. De acordo com a família, ela tinha marcas nos braços e nas pernas.
Um dos familiares da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que a relação do casal tinha brigas e agressões.
"A gente sabe que toda vez que eles bebiam, eles se agrediam. A mãe dela passou uma vez que ele agrediu ela, que deslocou o maxilar. A gente tem foto dela no hospital pra repor o maxilar de volta", diz o parente.
Os parentes da vítima e o companheiro dela foram para a 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, para prestarem depoimentos.
O advogado de Max afirma que ele nega qualquer tipo de agressão e que ele dormiu em um quarto separado. Segundo a defesa, quando ele acordou, encontrou a vítima no chão.
Veja onde denunciar violência contra mulher
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📍 Pelo número 190 da Polícia Militar.
Uma viatura é enviada até o local para o atendimento. O número está disponível 24h por dia, todos os dias, e a ligação é gratuita.
📍 Pelo número 197 ou pela delegacia eletrônica (clique aqui) da Polícia Civil.
O atendimento é gratuito e a denúncia pode ser feita de forma anônima. A denúncia também pode ser feita em qualquer delegacia de polícia.
Além disso, o Distrito Federal conta com duas delegacias especializadas, as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM). Assim como as delegacias em geral, elas funcionam 24 horas por dia, todos os dias. São elas:
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM I)
Endereço: EQS 204/205, na Asa Sul
Telefones: (61) 3207-6172 / 3207-6195 / 98362-5673
E-mail: deam_sa@pcdf.df.gov.br
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM II)
Endereço: St. M QNM 2, em Ceilândia
Telefone: (61) 3207-7391; 3207-7408
📍 Pelo número 180 da Central de Atendimento à Mulher, do Ministério das Mulheres.
A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas. A central oferece orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, além de registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.
📍 Pelo número 129 da Central de Atendimento da Defensoria Pública do DF.
O número possui dígito exclusivo para atendimento de mulheres em situação de violência. O canal funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h25 e das 13h15 às 16h55.
A ligação é gratuita e a equipe está pronta para atender e responder as dúvidas dos assistidos.
Medidas protetivas
Entenda como funcionam as medidas protetivas, mesmo em casos que não há agressão física
Uma das principais formas de amparo a mulheres vítimas de violência é a medida protetiva expedida pela Justiça.
🔎 Ela pode obrigar o agressor a se afastar do lar, não entrar em contato com a vítima e seus familiares ou suspender o porte de armas.
🔎 As mulheres não necessitam de um fato que é considerado crime para solicitar uma medida protetiva.
🔎 Ciúme excessivo, perseguição ou controle de patrimônio, por exemplo, já são situações em que a mulher pode solicitar a proteção.
Segundo o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), a medida protetiva pode ser solicitada por meio da Polícia Civil: na delegacia mais próxima, na Delegacia da Mulher, pelo site da Delegacia Eletrônica, ou pelo número 197.
A autoridade policial registrará o pedido e irá remetê-lo ao juiz(a), que deverá apreciar este requerimento em até 48 horas.
👉 Caso a medida protetiva concedida não cesse as agressões ou ameaças, a mulher pode solicitar outras medidas protetivas mais adequadas, bem como denunciar o descumprimento da medida. O descumprimento é configurado crime.
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